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A Dona da Noite - Capítulo 13

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  Participe do programa de marketing e recompensas do blog multiverso. Clique no link:  Programa de marketing e recompensas Capítulo 13  A Guerra Invisível O relógio marcava três e quinze da manhã. A lua se erguia pálida sobre Denver, tingindo de prata o interior do pequeno apartamento de Elias Montgomery. A luz entrava pelas frestas da cortina, refletindo nos livros, na Bíblia aberta sobre a mesa e na caneca de café já frio. Ele não conseguia dormir desde o último encontro com Emma. Havia algo diferente naquela mulher — um perfume, um olhar, uma espécie de dor silenciosa que o perseguia mesmo quando fechava os olhos. E, agora, sentia o ar vibrando. Um frio súbito correu-lhe a espinha. O quarto escureceu, como se a luz da lua fosse engolida por algo invisível. Elias se ajoelhou. — Pai, eu sinto que ela está em perigo… Mostra-me o que devo fazer. O ar estalou. Um zumbido atravessou o silêncio e, de repente, tudo ao redor começou a se desfazer — as paredes, o teto, o chão —...

A Dona da Noite - Capítulo 12

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  Participe do programa de marketing e recompensas do blog multiverso. Clique no link: Programa de marketing e recompensas Capítulo 12  A Tentação das Sombras A madrugada se debruçava sobre Paris como uma mortalha de seda negra. O vento sussurrava pelos becos, arrastando odores de pão amanhecido, ferrugem e chuva antiga. Emma caminhava sem pressa, o corpo flutuando sobre as pedras úmidas, leve como o sopro de um espírito. As gotas que escorriam do céu pareciam cintilar à sua volta, refletindo o lampejo dourado de seus olhos inquietos. Dentro dela, algo queimava. Não era sede — era outra coisa. Uma lembrança do toque quente de Elias, do tremor leve em seus dedos humanos quando tocaram sua pele fria. Era fogo. E aquele fogo lhe causava medo. Quando chegou ao seu refúgio — um casarão abandonado nos arredores de Montmartre —, a noite já começava a se desfazer em tons azulados. Ela sentiu o primeiro arrepio: o chamado do sol. O corpo começou a dissolver-se, os contornos perdendo ni...

A Dona Da Noite - Capítulo 9

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  Capítulo 9  O Visitante da Meia-Noite O quarto de Elias Montgomery cheirava a papel, café frio e velas derretidas. A madrugada já se arrastava, e a caneta descansava sobre o caderno aberto — metade das páginas preenchidas com anotações sobre Emma Valcourt. Cada palavra parecia pulsar, viva, como se o próprio sangue dela escorresse entre as linhas. Elias sentia um peso na mente, um cansaço que não era físico. Era como se algo o observasse por trás das paredes. Fechou os olhos. Rezou em silêncio. E, sem perceber, adormeceu. O sonho começou com o som de sinos distantes e o farfalhar de asas negras. Estava novamente em Paris, mas não a Paris moderna — e sim uma versão espectral, coberta por névoa e gritos apagados. As ruas estavam vazias, e sobre elas pairava um cheiro de sangue e incenso queimado. No centro de uma praça abandonada, havia uma guilhotina. Debaixo dela, sentado em um trono feito de ossos, um homem o esperava. Vestia um manto de veludo escuro e, quando sorriu, o ar...

A Dona da Noite - Capítulo 8

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  Capítulo 8  O Nome do Abismo A segunda noite chegou coberta de neblina. Paris parecia suspensa entre mundos — as luzes dos postes se dissolviam como fantasmas no ar úmido, e o som dos sinos das catedrais se espalhava como uma oração esquecida. Elias Montgomery caminhava com passos firmes, mas o coração inquieto. Trazia consigo a sua inseparável companheira e escudo de proteção, a Bíblia sagrada.  No bolso, o pequeno caderno onde registrava suas anotações — e, em cada página, o nome dela surgia como uma obsessão: Emma Valcourt. Ele a encontraria novamente no mesmo café da Rue des Écoles. Era tarde. As ruas estavam quase vazias. O vento trazia um cheiro metálico, como de ferro e chuva. Elias sentia algo diferente naquela noite — um pressentimento, uma gravidade no ar. Quando empurrou a porta, ela já estava lá. Emma o esperava sentada à mesa do canto, envolta em um manto negro que refletia a luz das velas. Os olhos dela, de um azul cortante, pareciam carregar oceanos intei...

A Dona Da Noite - Capítulo 6

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  A Dona da Noite Capítulo 6  A Caçada dos Caçadores A madrugada tinha um gosto metálico, como se o próprio ar estivesse impregnado de ferro e ferrugem. Ainda excitada pelo massacre, sentia cada nervo vibrar com a energia roubada dos soldados. Meus olhos captavam tudo — a lua filtrada pelas nuvens pesadas, a dança espectral das folhas, o reflexo prateado das poças de sangue que ainda escorriam pelo vilarejo. O silêncio parecia absoluto, mas percebia nuances. O arranhar distante de botas contra pedras. O estalar de couro de cinturões. O tilintar discreto de ferro contra ferro. Eles vinham. O cerco Eram quatro homens, encapuzados, cada um portando uma cruz de ferro, estacas afiadas e frascos com líquido viscoso — óleo inflamável. O cheiro chegou primeiro: um misto de enxofre e pólvora. Eu os observava do alto de uma sacada quebrada. Minha visão ampliada captava cada detalhe: o suor descendo em gotas grossas pelo rosto de um dos homens, refletindo a luz da tocha; o fio de medo es...